Isolamento social? Afastamento social? Quarentena?

isolamento, afastamento, quarenta?

Independentemente da nomeação escolhida estamos dentro de um desafio global. Como compreender e ressignificar a limitação do convívio físico? Como cada um consegue ressignificar e encontrar significados para a experiência de solitude? Estando consigo mesmo e aproveitando criativamente essa condição.

Apesar de não haver protocolo ou receita, quero compartilhar experiências pessoais e profissionais que poderiam oferecer alguma narrativa interessante.

Começarei por mim mesma.

Profissionalmente tive que aprender a lidar com a Tecnologia da Informação para adaptar minha atividade didática na formação de profissionais da área da Psicopedagogia, bem como em atendimento de pacientes e suas famílias.

Compartilho uma experiência muito interessante com um paciente pré adolescente usando o texto Abrindo Caminhos de Ana Maria Machado.

Pudemos relacionar o texto com a experiência atual. Esse isolamento que nos une planetariamente pode ser visto também como a oportunidade de desenvolver “aprendência” (“Nascemos para aprender”, Trocmé, 2003) característica humana para lidar com barreiras. Machado mostra como a comunidade humana pode demonstrar através dos tempos coragem, criatividade, imaginação, arte e sobretudo nossa condição de inventividade para sobrevivência.

A Tecnologia da Informação tem promovido em tempo real a troca de possíveis condutas e estudos científicos para minimizar o malefício globalizado do coronavirus. A humanidade desde tempos remotos é expert em trocas inter e intra culturais. Apesar das diferenças culturais e políticas, cientistas, governantes e a população trocam experiências para cuidar da humanidade, apesar das incertezas.

“ No meio do meu caminho
tem coisa de que não gosto.
Cerca, muro, grade tem.
No meio do seu, aposto, tem muita pedra também.
Pedra? Ou ovo? Fim do caminho? Ou caminho novo?”  Machado, A.M.

 

Quais são os efeitos do afastamento? Aprendemos para sobreviver? Como cada um vive essa condição? Como lidamos com o não saber?

 

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